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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

A SAGA DE UM AVENTUREIRO - conto 1º lugar


A SAGA DE UM AVENTUREIRO
                                
Um belo dia, um jovem aventureiro passando pelo sertão nordestino, encanta-se com a cidade de Petrolina e intrigado com tanta beleza e riqueza cultural, se enche de coragem para descobrir mais sobre aquela terra e sua gente, tentando descobrir as histórias que encantam gerações. Resolve, de início, saber um pouco da história do município ao conversar com um dos moradores mais antigos do lugar. Ao encontrá-lo, pedi-lhe que conte um pouco sobre o surgimento daquele bonito lugar.
O velho dá um sorriso e diz:
- Sente-se meu jovem! Vou contar essa história pra você.
Contarei do meu jeito...
Coçou a cabeça, olhou para o jovem e começou a falar.
- Às margens de um belo rio chamado São Francisco, nasceu uma bela cidade, cheia de juazeiros, umburanas, favelas, caatingueiras, arueiras e outras matas nativas onde vaqueiros adormeciam aquecidos pelas fogueiras para levar seus animais pra vender. A jovem cidade foi crescendo, espalhando sua beleza e suas riquezas. O vaqueiro foi ficando por aqui, povoando suas terras. Com o passar do tempo, outros viajantes foram chegando e fixando moradia. Na agricultura, começou a se destacar com os projetos de irrigação, despontando como grande exportadora no país. Quem fez de Petrolina sua terra natal não se arrepende e busca dia a dia fazê-la melhor. Teve muita força de vaqueiros, agricultores, políticos, bóias-frias, sertanejos de força e fé.
Parou de falar, olhou para o rapaz e perguntou:
- O que você quer saber mais?
- Senhor, estou encantado com a sua maneira de contar as coisas. Poderia me falar sobre a cultura da sua gente?
  O homem tirou o chapéu de couro, coçou o queixo e disse:
- Vou te contar sobre nossa crença, mas é a crença de um povo pacato e de bom coração. Nossa gente gosta de festejar os seus santos como São Gonçalo com dança e muita comida, São Sebastião-novena; São Cosme e São Damião com dança, comida e muito doce para crianças; o Reisado, o Bumba-meu-Boi; o Samba de Véi; as batucadas, o teatro. Parou um pouco, suspirou e falou:
- Ah! Se eu for te contar tudo, meu filho, você vai escrever um livro.
Olhe, esse povo tem muita coisa pra contar, mas... após um longo silêncio, voltou a falar: - Sabe meu jovem, estou cansado. Vou para casa, amanhã venha de novo e contarei mais. 
O jovem agradeceu e foi embora pensativo. - “Que gente mais interessante! Vale a pena escutar suas histórias, porque essas histórias encantam”. É, ta decidido, ficarei em Petrolina.
E assim o jovem aventureiro fixou morada em nossa cidade e passou a fazer parte de nossa terra, de nossa gente e de suas histórias que encantam.
          
 
1° LUGAR
ESCOLA: Municipal Izacolândia
ALUNO: Lays Rawane dos Santos Moura   11 anos   SÉRIE: 5º ano
PROFESSORA: Ananeide Maria de Sá Leal
SETOR: Pedrinhas           LOCALIDADE: Izacolândia

Por Joelma Reis
Coordenadora










segunda-feira, 29 de novembro de 2010

MEMÓRIA 6º AO 9º ANO 3° LUGAR:


MEMÓRIA 6º AO 9º ANO

3° LUGAR:
ESCOLA: Dom Antônio Malan
ALUNO:  Ítalo de Souza Gomes Amorim         14 anos   SÉRIE: 8ª
PROFESSORA: Evani Bonfim de Souza
SETOR: Capim             LOCALIDADE: Sítio Lagedo


                                                         Um passado: uma lembrança inesquecível

         Sentado embaixo de uma árvore, recordo-me um passado inesquecível. Lembro-me de uma pessoa que fez parte da minha vida. Alguém que me fez ver a vida de um modo diferente.
         Professora, procurava sempre educar do seu próprio jeito. Ensinou-me os primeiros passos da leitura e escrita, de um jeitinho carinhoso, dinâmico e meigo, que só ela tinha. Em meio às crianças, chegamos até a confundi-la com elas, pois sua alegria contagiava e alegrava até os mais tristes.
         Lembro-me também, que tinha sonhos, que com sua competência e determinação, conseguiu concretizar alguns deles. Muito conhecida e adorada por todos, tinha muitos amigos que a fazia uma grande pessoa.
         Nasceu e se criou no município de Cabrobó, mas na década de 90 veio morar em Petrolina para cursar a Faculdade e adotou esta cidade como sua terra. Ela não fazia questão de ser importante, pois passava maior parte do seu tempo no interior, em Lajedo, onde trabalhava. Todos os finais de semana vinha para a cidade desfrutar de uma vidinha simples, que ela tanto gostava.
         Mas, o amor pela profissão que tinha era maior que tudo. Para ela, ser professora era compartilhar o conhecimento, ensinar as coisas boas da vida.
         Lembro-me de ver pela última vez o seu rostinho, naquela sexta-feira na escola, feliz, dizendo que ia para o show do seu cantor preferido.
         Numa tarde de domingo chegou a horrível notícia de que ela tinha se envolvido em um acidente e estava num estado gravíssimo. Passados 12 dias do acidente, no hospital, Jocélia dá seu último suspiro de vida e se vai, abandonando sua família, seus amigos, seu trabalho, sua vida.
         Petrolina e seu interior choram, por ter perdido aquela fonte de alegria e conhecimento. Pela última vez nos despedimos e agradecemos a você, Jocélia, por ter participado de nossas vidas.
         Volto à realidade e penso: como a nossa terra e nossa gente, tem histórias inesquecíveis que marcaram as nossas vidas.

Por Joelma Reis
Coordenadora


MEMÓRIAS 6º AO 9º ANO 2° LUGAR


MEMÓRIAS 6º AO 9º ANO

2° LUGAR
ESCOLA: Engenheiro Alfredo Amorim
ALUNA: Maria do Socorro Rodrigues 14 anos   SÉRIE: 8º ano
PROFESSORA: Rita de Cássia de Aquino Coelho
SETOR: Cristália        LOCALIDADE: Cristália



Lembrança de um vaqueiro

       Em um pequeno lugar no sertão nordestino, vivia eu, meus pais e meus irmãos. Nossa família levava uma vida simples de agricultor, muito honesta.
        O meu pai carregava consigo o sonho de ser um grande vaqueiro, lembro-me que em uma tarde ensolarada, ele resolveu pegar seu cavalo que estimava muito e foi campear.
        Foi a primeira de muitas vezes, pois ele pegou o gosto pela profissão.
        Meu pai e seu cavalo ficaram inseparáveis, estavam em todas as cavalgadas e vaqueijadas do sertão inteiro.
        Eu ficava a observar, como na simplicidade podia haver beleza e muita alegria.
        Aconteceu uma grande festa, onde meu pai resolveu levar toda a família. Ambiente agradável, as pessoas sorriam, se divertiam como nordestinos legítimos que  amavam vaqueijada. Mas nem todas as histórias têm um final feliz, não foi diferente da minha.
        No momento que aquele grande vaqueiro selava o seu cavalo, passava um vento muito forte que dava até arrepios, a minha mãe pediu para o meu pai não correr, mas como um grande vaqueiro, ele insistiu. E no momento da corrida, ele caiu do cavalo e não resistiu. Naquele momento, o gado mugiu, os cavalos relincharam, lamentando o fim daquele grande vaqueiro, o herói da região. O meu pai!
        E eu fiquei em desespero. Foi ali, o fim da vida do meu pai, um nordestino guerreiro. O que era alegria virou choro e dor. Eu fiquei a sofrer por perder aquele grande vaqueiro que não vem mais aboiar.
        O meu inesquecível pai!

Por Joelma Reis
Cooordenadora

MEMÓRIAS 6º AO 9º ANO 1° LUGAR

MEMÓRIAS 6º AO 9º ANO

1° LUGAR
ESCOLA: Félix Manoel dos Santos
ALUNA: Rafaela Fernanda Menezes da Silva   15 anos   SÉRIE: 9º
PROFESSOR: Pedro Queiroz da Silva
SETOR: Massangano        LOCALIDADE:  Tapera


Saudades da minha infância

               O tempo passa e fico pensando na infância com a minha família, o lugar onde nasci, o cheiro de terra molhada, a varanda enfeitada de plantas tão bem cuidadas por minha mãe, o cantar dos pássaros ao redor da casa, a farra das galinhas quando viam a minha mãe com a cuia de milho. O alvoroço era tanto que só faltavam derrubar a minha mãe.
        Tenho saudades das brincadeiras de rodas, da casa de farinha, onde presenciei por várias noites, meu pai fazendo farinha e beiju. E das pescarias que meu pai fazia? O peixe fresquinho, que delícia!
        Todos esses momentos podem ser muito simples, mas tiveram um significado muito grande na minha formação, enquanto pessoa adolescente. Na época que vivi esta fase, sonhava com uma casa com energia, com uma televisão, com coisas que ao meu vê, só poderiam existir nas cidades.
        Hoje, não moro mais em uma roça, mas continuo no mesmo interior, só que bem evoluído, com energia elétrica, água encanada, televisão, DVD e outros. Mas, percebe-se que diante de todos esses entretenimentos, as crianças não são felizes, pois não curtem mais as brincadeiras de rodas, as coisas que realmente deixam uma criança saudável.
        As coisas, hoje, não têm o mesmo cheiro, o mesmo encanto, o mesmo sabor e é disso que tenho saudade, das coisas que não voltam mais.

Por Joelma Reis
Coordenadora

POEMAS - 6° AO 9° ANO 3° LUGAR


POEMAS - 6° AO 9° ANO

3° LUGAR
ESCOLA: Irmã Luiza Gomes
ALUNA: Gabriela Rosa Martins
11 anos   SÉRIE: 6º ano

SETOR: Massangano       LOCALIDADE: Agrovila Massangano

PROFESSORA: Rivânia Oliveira de Sá




AS COISAS DO MEU LUGAR


No meu lugar...
As casinhas são cheias de cheiros,
Cheiros de sabores diferentes,
É cheiro de bode cozinhado,
Macaxeira no feijão.

Além de tanta comida gostosa
Tem um sol bravo e abençoado,
Sol que ilumina e castiga a Caatinga,
Caatinga mágica
Que morre e depois renasce.

Aqui toda vida, posso morar
Porque é bom demais o meu lugar,
Banhado pelo rio São Francisco,
Rio sagrado e bondoso,
Nos dá água, peixe, diversão.

Ah! Não se pode negar,
Como são belas
As coisas do meu lugar!

Por Joelma Reis
Coordenadora

POEMA - 6° AO 9° ANO 2° LUGAR


POEMA - 6° AO 9° ANO

2° LUGAR

ESCOLA: José Nunes de Santana  
ALUNA: Eloina Rebeca da Silva Ribeiro     13 anos     SÉRIE: 8º ano B
PROFESSORA: Rosicleia Gonçalves os Santos
SETOR: Pedrinhas       LOCALIDADE: Nova Descoberta


O MEU SERTÃO



Sou nordestino, sim senhor
Não posso negar,
Esse lugar tem muito valor,
O sertão é o meu lugar.

Homens e mulheres
Esforçam-se com amor,
É assim que eles trabalham,
Essa gente tem valor.

Nas plantações temos sucesso,
Colhemos o que plantamos,
Sabemos que no futuro,
A vida vai seguir mudando.

Nossa terra sempre fértil, 
E o campo produzindo,
Lavouras, que é o sustento,
Para todos, alimentos.

Melancia, cebola, feijão,
Uva, goiaba, mamão,
Frutas que enriquecem a saúde,
Na mesa, na cidade e no sertão.

As nossas mulheres valentes,
Com seus filhos a trabalhar,
Só tem gente esforçada,
Isso, não posso negar.

Tenho pena dos pobres,
O futuro melhor irá chegar,
Nesse sertão lindo,
O rio São Francisco não pode faltar.

Nossa comida aqui,
É uma beleza de se ver
Mas também, não se compra
Com a nossa natureza.

Agradeço a Deus do céu,
Por morar nesse lugar,
Não tem muitas condições,
 Mas tenho certeza, vou confirmar.

Nossa gente, nossa terra,
É o que eu já falei,
Um futuro de pessoas,
Que aqui no sertão, achei. 

Por Joelma Reis
Coordenadora

POEMAS DO 6° AO 9° ANO 1° LUGAR


POEMAS DO 6° AO 9° ANO

1° LUGAR

ESCOLA: DOM ANTONIO MALAN
ALUNA: Carla Andréia Ferreira       SÉRIE: 7ª
PROFESSORA: Evani Bonfim de Souza
SETOR: Capim   LOCALIDADE: Sítio Lagedo


A CHUVA

O preparo
A nuvem
A água

O pingo
O chão
A carreira

A força
O molhado
O trovão

O barulho
O relâmpago
O clarão

O Agricultor
A alegria
A terra

O Grão
O plantio
O broto

O crescimento
O córrego
A colheita

A fartura
O consumo
A satisfação.

Por Joelma Reis
Coordenadora

POEMAS DO 1° AO 5° ANO 2° LUGAR

POEMAS DO 1° AO 5° ANO

2° LUGAR
ESCOLA: Professor Ricardo Rodrigues de Miranda - Caatinguinha
ALUNA: Edivaldo Santos de Souza     11 anos SÉRIE: 5º ano
SETOR: Massangano       LOCALIDADE: Caatinguinha
PROFESSORA: Veralúcia Oliveira


O meu dia a dia



Moro nas margens do rio São Francisco
Tão bonito de se ver!
Quando anoitece
A lua, as estrelas logo aparecem,
Tudo fica iluminada!
Quando chega o dia
O sol aparece para minha alegria.

Vou passear,
Tomar banho no rio
Vou pular, brincar,
Em suas águas límpidas
Apesar do homem lhe causar tanto mal;
Mesmo assim, essa paixão continua.

Novamente anoitece!
Vou olhar para você,
Observar o silêncio das tuas águas que correm,
Levando consigo,
Minhas dores,
Minhas mágoas,
Meus sabores!

Sinto que você é minha alma gêmea,
Quando toco em suas águas,
Chega a me dar calafrios,
Fico todo arrepiado,
Às vezes tremendo de frio.

Novo dia amanhece,
 Chega a hora de ir para a escola,
Não vou de ônibus,
Nem de vã,
Vou de barco,
Tenho orgulho disso,
De mais um dia poder tocar em tuas águas,
Sentir teu cheiro,
Observar cada detalhe do novo amanhecer!
Assim é o meu dia a dia.


Por Joelma Reis
Coordenadora

POEMAS DO 1° AO 5° ANO 1° LUGAR


POEMAS DO 1° AO 5° ANO

1° LUGAR
ESCOLA: Olavo Bilac - ATALHO
ALUNO: Carolina Galvão dos Santos     10 anos
PROFESSORA:  Iraneide Inês da Silva Santos      SÉRIE: 5º ano
LOCALIDADE: Sítio Carretão

A farinhada



Moro em um lugar
Aqui no sertão
Seu nome é engraçado
Chamado Carretão.

Sua origem é interessante
E bastante emocionante
Surgiu de um cavalo
Que todos queriam montá-lo.

Na zona rural é muito divertido
Quem vem aqui fica atraído 
Com todas as suas riquezas
Graças à mãe natureza.

A mandioca é uma planta
Que os agricultores gostam de cultivá-la
Para dar aos animais
Que adoram mastigá-la.

Ela também é plantada
Para fazer farinhada
Os trabalhadores arrancam
Com a mão ou com a enxada.



As rapadeiras que rapam a mandioca
Não param de conversar
Eu só pego as menores
Que é mais fácil de rapar.

As mulheres preparam a comida
Meio dia é a hora de almoçar
Todos colocam a farinha
Gostosa para saborear.

Depois a mandioca é levada
A forrageira para ser ralada
Logo após vai à prensa
Para ser emprensada.

Ao sair da prensa  
Vai direto ao cocho
Para ser quebrada
Em seguida, peneirada.

Posteriormente é torrada
Chegando ao fim da luta danada
É que todas as pessoas
 Já sentem saudades da farinhada.

Por Joelma Reis
Coordenadora Expressarte

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Alunos da Rede se destacam no Expressarte 2010



Poemas, contos, memórias e artes plásticas, abordando a temática “Nossa gente, nossa terra: histórias que encantam”, foram produzidos por mais de dois mil alunos do Ensino Fundamental da Rede para concorrerem ao Expressarte 2010. Hoje (26) a Prefeitura Municipal de Petrolina, através da Secretaria Municipal de Educação, divulgou a lista dos vencedores. 

Segundo a Diretora de Gestão Pedagógica, Emília Ribeiro, o Expressarte é um trabalho eminentemente de equipe, e esse é um dos segredos do sucesso. “Nós acreditamos em construir um projeto que desenvolvesse habilidades de leitura, produção de artes plásticas, contemplando também os estudantes que desenham magnificamente, os quais não tinham, até então, o reconhecimento da rede”, afirma.

O objetivo é incentivar a produção de textos e artes plásticas dos estudantes do ensino fundamental, no intuito de contribuir para a ressignificação do processo de escrita, das variedades de leitura e das possibilidades de expressão, estimulando uma relação prazerosa e agradável com a leitura e a escrita. De acordo com a coordenadora do Expressarte, Joelma Reis, o projeto significa a representação identitária da vida dos estudantes que produzem sobre suas histórias, sonhos e desafios.

O projeto foi dividido nas modalidades poema, conto, memória e artes plásticas na categoria do 1º ao 5º ano e 1ª e 2ª fases de Educação de Jovens e Adultos (EJA), e a na do 6º ao 9º ano e 3ª e 4ª fases de EJA. A premiação para os primeiros colocados é um computador; para os segundos uma câmera digital e para os terceiros colocados um MP5.

Para o aluno da IV Módulo do Núcleo Municipal de Estudo de Língua (NUMEL) da Escola Eliete Araújo e primeiro colocado na modalidade artes plásticas, Sidney Pereira, o Expressarte foi uma oportunidade para os estudantes mostrarem os seus talentos e um estímulo para que eles continuem produzindo. “Para mim foi importante porque a gente tem pouco espaço para divulgar qualquer trabalho de arte aqui na região e, além disso, para desenvolver o meu trabalho é necessário um computador e eu consegui isso, através do Expressarte”, destaca. 

Segundo um dos componentes da comissão julgadora da modalidade artes plásticas, J. Menezes, as produções dos alunos foram fieis à temática do projeto e mostraram que eles têm uma sensibilidade e um sentimento de pertença pela terra onde vivem. “A expectativa era principalmente em relação ao ‘olhar’ dos alunos sobre a realidade regional. Confesso que é impressionante esse sentimento identitário num mundo que estimula e apela para o fenômeno da globalização”, revela.

De acordo com a coordenadora, um dos maiores problemas que, ainda hoje, enfrenta a Educação brasileira é a formação de novas gerações de leitores e, nesse sentido, é fundamental o desenvolvimento de projetos que integram o trabalho pedagógico com as propostas de Educação. “O expressarte atingiu seus objetivos, apresentando uma qualidade na melhoria das produções e competências peculiares a cada realidade. A sociedade atual precisa de cidadãos atuantes, que não se limitem a observar a realidade, mas que nela saibam agir, como demonstram nossos discentes, nos textos selecionados”, assegura.

Para a Secretária de Educação do Município, Célia Regina Carvalho, a proposta do Expressarte tem foco na melhoria da aprendizagem. “Estamos comprometidos com o projeto e parabenizamos os professores que conseguiram estimular os alunos a participarem dele”, afirma.

O prefeito Julio Lóssio tem orientado a Secretaria de Educação a estimular os potenciais de atores e autores no processo educativo da Rede Pública e reconhecer o trabalho que concorra para o desenvolvimento da educação. “É preciso dar mérito aos que se dedicam, e quem ganha com isso é a comunidade”, finaliza.  
CLASSIFICADOS:

POEMAS 1° ao 5° ANO:
1º Lugar: Carolina Galvão dos Santos - 5º ano – Escola Olavo Bilac ATALHO
2º Lugar: Edivaldo Santos de Souza – 5º ano – Escola Professor Ricardo Rodrigues de Miranda
3º Lugar: Naise Pereira Evangelista – PAA II – Escola Professora Zélia Matias.

POEMAS 6° ao 9° ANO:
1º Lugar: Carla Andréia Ferreira – 7ª série – Escola D. Antônio Malam Capim
2º Lugar: Eloina Rebeca da Silva Ribeiro – 8º ano – Escola José Nunes de Santana - Nova Descoberta
3º Lugar: Gabriela Rosa Martins – 6º ano – Escola Irmã Luiza Gomes

CONTO 1º ao 5º ANO: 
1º Lugar: Lays Rawane dos Santos Moura – 5ª série – Escola Izacolândia
2º Lugar: Kézia Magda da Silva Souza – 5º ano – Escola Izacolândia
3º Lugar: Weber Thiago Gomes Amorim – 5º ano – Escola Tenente Jessé
Simpatia.

MEMÓRIA 6º ao 9º ANO:
1º Lugar: Rafaela Fernanda Menezes da Silva – 9ª série – Escola Félix Manoel dos Santos
2º Lugar: Maria do Socorro Rodrigues – 8º ano – Escola Engenheiro Alfredo Amorim
3º Lugar: Ítalo de Souza Gomes Amorim – 8º ano – Escola D. Antônio Malan Sítio Lajedo.

ARTE 1º AO 5º ANO
1º Lugar: Ítalo Vitor da Silva – 5ª série – Escola Jeconias José dos Santos Ouro Preto
2º Lugar: Ana Raquel de O. Santana – 4º ano – Escola Félix Manoel dos Sant Tapera
3º Lugar: José Vitor Pereira Gomes – 5º ano – Escola Izacolândia.
                                     
ARTE 6º AO 9º ANO
 1º Lugar: Sidney Pereira da Silva – IV Módulo NUMEL – Escola Eliete Araújo
2º Lugar: Thyslânia Rodrigues Oliveira – 6º ano – Escola Tenente Jessé Simpatia
3º Lugar: Dayla Maria Amorim – 8º ano – Escola Engº Alfredo de Amorim Coelho.
                     

J. Menezes / Edilane Ferreira (Estagiária) 
Assessoria de Comunicação Social 
Prefeitura Municipal de Petrolina-PE 
26/11/2010




segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PROJETO EXPRESSARTE – UMA EXPERIÊNCIA COM A PRODUÇÃO DE TEXTOS E ARTES PLÁSTICAS


Por Joelma Conceição Reis Felipe

A Secretaria da Educação de Petrolina vem desenvolvendo, nos últimos anos, uma série de ações focada na formação de leitores competentes e produtores de textos. São diversos os projetos inseridos na trajetória escolar do estudante e em todos os espaços das escolas para que a leitura, de fato, forme sujeitos produtores de história e de cultura.

Os resultados dos sistemas de avaliação Municipal (PARMEP), estadual (SAEPE), nacional (Prova Brasil), especialmente, no que diz respeito à competência da leitura e da escrita, têm exigido dos projetos educacionais da SMEP prioridade e socialização de experiências, na busca de alternativas inovadoras, capazes de enfrentar os desafios do processo de letramento e leiturização. É fundamental que os professores busquem espaços e propostas de serviços e atividades criativas capazes de despertar o prazer pela leitura e pela escrita nos educandos, nos jovens e na comunidade escolar.

Nesse sentido, a Secretaria Municipal de Educação tem investido em projetos e ações que visam garantir o incentivo à produção de textos dos alunos leitores e escritores, entre eles, destacamos: Projeto EXPRESSARTE, voltado para alunos do Ensino Fundamental e EJA, na perspectiva de desenvolver o hábito de Leitura e Produção de gêneros textuais variados.

Cerca de 12.000 mil estudantes das escolas da rede municipal terão um estímulo a mais para ler e escrever melhor neste ano de 2010. Isso por que vem aí a segunda edição do II EXPRESSARTE, que também poderá ser feita por meio do incentivo de todos os professores. Os alunos têm até o mês de agosto para se inscreverem e garantirem a participação no Projeto, através da inscrição na secretária de sua escola.

Podem participar os alunos do primeiro ao nono ano do ensino fundamental. Eles devem produzir textos dos gêneros: poesia, memórias, artigos de opinião e artes plásticas - sobre histórias do lugar ou das pessoas da região. Em conversa com a Comissão do projeto, a diretora de Gestão pedagógica da Educação, Emília Cristina, comentou que, além de ajudar a ler e a escrever melhor, a iniciativa pode contribuir para o desenvolvimento do potencial dos participantes. Segundo Célia Regina, secretária de educação “isso tem por base o domínio da língua e a formação cidadã dos alunos”. 

II EXPRESSARTE2010, instituído em parceria com as Escolas da Rede Municipal de Petrolina, surge como mais uma estratégia para fortalecer o elo entre as atividades curriculares desenvolvidas em sala de aula e as atividades de Arte e Língua Portuguesa, contribuindo para a ressignificação do processo de escrita, das variedades de leitura, das possibilidades de expressão e estimulando uma relação prazerosa e agradável com a leitura e a escrita. Integrado às ações de melhoria do ensino público, inseridas nas metas estabelecidas para a área da Educação Municipal, o Projeto “II EXRESSARTE ” contribui para estimular e divulgar a produção literária de jovens alunos e educação de adultos do entorno sócio-cultural petrolinense.